virgula.com.br | ‘Cardápio da Música brasileira é farto’, diz Bixiga 70

Atualizado: 11 de Out de 2018

Com Hermeto Pascoal, Bixiga 70,Richard Bona, Esdras Nogueira, Meretrio, Carol Panesi, Nelson Ayres Big Band, Dani Gurgel, o Sampa Jazz Fest 2018.


Gênio da música universal, o Hermeto se apresenta no terceiro dia do festival (22 de setembro, na Casa das Caldeiras), ao lado do baixista camaronês Richard Bona, do saxofonista Esdras Nogueira e do instrumental dançante paulistano Bixiga 70.

Em sua terceira edição, o festival ocupa a cidade com música, arte, palestras e intercâmbio musical, no Espaço Itaú de Cinema Augusta e na Casa das Caldeiras.

Nós conversamos com o saxofonista Daniel Nogueira, integrante do Bixiga 70 e criador do Sampa Jazz Fest.


Como avalia o momento da música instrumental?

Daniel Nogueira – Artisticamente a música instrumental sempre esteve muito bem e nesse momento o cenário é ainda mais interessante, pois prova-se a cada dia que existem muitas variações desse gênero, retirando a música instrumental de um lugar onde o acesso seria somente para pessoas mais estudadas ou iniciados em música.

Com o tempo percebeu-se que com essa música é possível apreciar, refletir, cozinhar, compartilhar e até mesmo dançar. Tal fato abriu portas para muitas bandas de instrumentais, que passaram até mesmo a integrar line-ups de grandes festivais, não somente de jazz, mas de outros gêneros como world music.


Que características diferem a nova música instrumental brasileira dos grandes heróis do passado?

Daniel – Vejo a mesma qualidade, a mesma paixão e comprometimento com a música. Creio que hoje em dia perdemos um pouco o medo de experimentar e mesclar elementos e concepções novas no instrumental, o que vejo como uma coisa positiva, pois abre-se o leque de possibilidades gerando novas vertentes no gênero. Novidades sempre abrem novas portas, novas possibilidades.


O que tá rolando de mais interessante na música hoje, na sua opinião?

Daniel – Ibrahim Malouf, Gregory Porter, Snarky Puppy, Baiana System, Tulipa Ruiz, Ludere, Bixiga 70, Nômade Orquestra, Banda La Mota, entre muitos outros…


Que características crê que sejam mais marcantes da sua geração?

Daniel – A ausência de medo e a vontade de misturar influências e criar uma música com identidade própria.

Crê que exista algo na sua música que seja específico do seu lugar de origem?

Daniel – O Brasil é um dos lugares mais musicais do mundo, é impossível ser músico aqui e não ser influenciado por nossa musicalidade. As minhas são as mais variadas, baião, samba, maxixe, maracatu, a percussão afro brasileira, o cardápio é farto.


Quais são suas referências estéticas?

Daniel – Não me vem nada a memória… mas procuro me influenciar por todas, sem nunca ficar preso a alguma.


Quais são seus valores essenciais?

Daniel – Humildade e mente aberta, apesar de difícil, tento sempre lembrar desses valores.


Fonte: http://www.virgula.com.br/musica/cardapio-da-musica-brasileira-e-farto-diz-bixiga-70/

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© 2018 por BIXIGA 70

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